O Blog Disco Sonhador não tem fins lucrativos apenas visa divulgar o trabalho de alguns artistas e compartilhar opiniões, apesar de links disponíveis para download procure comprar o material original e ir aos shows além de qualidade superior tambem estara colaborando com a arte e conhecendo melhor os trabalhos aqui citados!!

Sugestões, Criticas, Pedidos é só dar um alô ...ali na mesa de bar

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ave Sangria, Sob o sol do quê ???




Um nome que soa estranho a primeira audição, olhando para o disco o título das canções encontramos coisas como: "Corpo em Chamas", "Sob o Sol de Satã". A primeira vez que ouvi imaginei "Puta o Caetano trabalhando sério com Mutantes ??", Mas ouvindo com mais atenção e prestando atenção nas letras ...você diz..não...não...quem são esses caras ?? Que história é essa de jogar boliche com a cabeça das moças mortas?

O Grupo Ave Sangria foi uma das bandas pioneiras do Rock Nordestino, com um visual bastante ultrajante para a época merthiolate nos lábios roupas escandalosas, supostos beijos no palco e o um tal homossexualismo explicito em "Seu Waldir" tudo isso em tempos de ditadura Militar. O Disco do Ave Sangria foi produzido pelo Márcio Antonucci (Os Vips) que acabou não conseguindo por tudo o que a banda representava no disco, problemas com a censura principalmente por conta de Seu Waldir acabaram de certa forma desmotivando os integrantes do Ave Sangria.

O disco foi relançado sem a faixa maldita, mas aí o interesse da mídia pelo grupo já havia passado. A Globo, por exemplo, desistiu de veicular o clipe feito para o Fantástico, com a música Geórgia A Carniceira. O grupo perdeu o pique: "A gente era um bando de caras pobres, alguns já com filhos, a grana sempre curta. No aperto, chegamos até a gravar vinhetas para a TV Jornal (uma delas para o programa Jorge Chau)", relembra Marco Polo.

Em dezembro de 1974, o Ave Sangria parecia querer alçar vôo novamente. O grupo fez uma das suas melhores apresentações, nos dias 28 e 29 de dezembro de 1974, a outrora banda maldita porém hoje cult e lendária Ave Sangria fazia no Teatro Santa Isabel o show Perfumes Y Baratchos. Foi uma curta temporada de apenas duas concorridas apresentações (com tanta gente no lado de fora, que na metade de cada show, o vocalista Marco Polo mandava que os portões fossem abertos). Foi a mais bem sucedida apresentação da curta carreira da Ave Sangria. No entanto, aquele seria o canto de cisne do grupo, que se dissolveria logo depois.

De prestígio em alta em Pernambuco e no Sudeste, onde algumas das faixas do único álbum que lançaram tocavam bem no rádio, Marco Polo, Almir de Oliveira, Agrício Noya (o Juliano), Ivson Wanderley (Ivinho), Israel Semente Proibida, e Paulo Rafael davam a volta por cima depois do baque sofrido com a censura e apreensão do primeiro e único LP “A gente estava no maior pique, mas manter uma banda de rock no Brasil na época era muito complicado".  Além do mais, a Ave Sangria só vivia entrando em rolo. Como eu ainda era menor, faziam as coisa no meu nome. O Santa Isabel, por exemplo, foi alugado assim. Fui eu que fui numa tal Censura Estética da Polícia Federal liberar os cartazes do show", recorda o guitarrista e produtor Paulo Rafael, hoje morando no Rio.  "Eles eram muito invocados. Uma vez um dos integrantes teve algum problema com a polícia, e os caras foram na redação para pedir que o jornal não publicasse a notícia. Fiz entrevistas com eles, dei muitas notas, mas não vi esse último show", diz testemunhas rss.

Lailson, o cartunista do DP, fez a direção musical de Perfumes Y Baratchos , e também o responsável pela arte do cartaz (restaurando a ave do logotipo do grupo, semelhante a um carcará, que foi refeita de forma grosseira, no Rio, para a capa do disco Ave Sangria, saído pela Continental). Para ele, aquela foi uma morte de certa forma anunciada.

Lailson recorda que sentia um certo clima de rivalidade entre Almir e Marco Pólo, enquanto Israel era uma estrela à parte. "Acho que o afastamento de Rafles, espécie de relações pública deles, contribuiu para o fim", conclui. Paulo Rafael destaca a participação de Ivinho: "Ele era meio militar, levava tudo muito a sério. Quando a gente entrou no palco, havia um bocado de castiçais, da decoração bolada por Kátia Mesel. Ivinho, quando viu aquilo reclamou, 'Tá parecendo coisa de macumba'". Além das velas tinha ao fundo um castelo:' Pegamos de um cenário do teatro, acho que de alguma ópera". Marco Polo, atualmente na Continente Multicultural, numa entrevista ao crítico Héber Fonseca (no JC), dois dias antes do show, não parecia pensar em carreira solo: "Não é ainda o trabalho da Ave Sangria. Há apenas um esboço, uma insinuação, é dela que vamos partir para outros caminhos". O produtor Zé da Flauta, então no Ala D. Eli, efêmera banda de Robertinho do Recife, tocou flauta e sax no Perfume Y Baratchos. Ele também não imaginava que aquele seria o início do fim da banda: "Pensava que dali eles iniciariam uma nova fase".

O certo é que Ave Sangria fez duas apresentações tecnicamente impecáveis: "O show começa com um tema meu, A grande lua, meio Pink Floyd. Os amplificadores Milkway, de Maristone (dono do melhor som de palco do Recife nos anos 70), se a gente mexesse uns botõezinhos faziam a guitarra soar feito um sintetizador", conta Paulo Rafael. "Nesses dois shows fizemos várias músicas inéditas", completa Marco Polo.

Há unanimidade entre Zé da Flauta, Paulo Rafael ou Marco Polo (Agrício Noya, Ivinho e Almir de Oliveira não foram localizados para esta matéria. Israel Semente já faleceu) sobre o catalisador da dissolução da Ave Sangria: "No início de janeiro, Alceu, que namorava a banda há muito tempo, fez o convite para os músicos tocarem com ele no festival Abertura da TV Globo. Eu ainda fiz alguns shows no Rio, aqui, com Israel, mas já estava casado, com filho, decidi voltar ao jornalismo", conta Marco Polo. O guitarrista Paulo Rafael completa: "Não teve assim um 'vamos acabar'. Depois do Abertura a gente se questionou. Eu queria sair de casa, uns já estavam casados, economicamente não havia no momento outra coisa a fazer. Continuamos tocando com Alceu".

O Ave Sangria voltaria a reunir-se mais uma vez, para gravar um clipe para o Fantástico, de Geórgia Carniceira. Almir de Oliveira (que não foi tocar com Alceu Valença) revelou que o clipe foi um equívoco da produção da Globo: "Queriam era a banda de Alceu, mas acabaram chamando a Ave Sangria". O clipe, gravado num estúdio em Botafogo, nunca foi ao ar. Permanece até hoje nos arquivos da emissora carioca.

Em 2010/2011 Marco Polo reuniu um "bando" para ressucitar o Ave Sangria e assim fazem um excelente show no Festival Psicodália apesar de contar apenas com Marco Polo da formação Original a Ave estava lá voando alta fazendo as novas gerações sentir o que foi o Ave Sangria.O Ave Sangria era na verdade o vocalista Marco Polo com a excelente banda Anjo Gabriel fãs declarados do Ave.


Ave Sangria tocando "Corpo em Chamas".

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Ave Sangria - Ave Sangria (1975)
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Perfumes Y Baratchos - Ave Sangria (1976)
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domingo, 1 de janeiro de 2012

Voltando a Mil com Beth Hart




E se o mundo acabar em 2012..?? Vamos voltar a trampar com intensidade por aqui para dar tempo de mostrar coisas que tenho curtido antes do fim do mundo.

Conheci em 2011 o trabalho de Beth Hart por sugestão de um amigo que havia feito uma matéria sobre o lançamento do disco dela com Joe Bonamassa o qual eu também achava um puta playboyzinho metido a blueseiro....sobre o Bonamassa só digo: Não acreditem sempre no que digo nem sempre estou certo me arrependi de não te-lo ouvido com atenção antes. Mas voltando a Beth Hart.... a sua versão de "Chocolate Jesus" e "I'd Rather Go Blind" me fez se interessar pelo trabalho, Beth é aquela "Moleca" do bando que xinga, fala alto, arrota, briga, bate nos meninos aquela menina com espirito moleque a qual ninguém consegue vê-la como mulher, mas fica longe de ser um machão também. Com momentos de sensibilidade, delicadeza e pontos altos cheios de adrenalina e postura totalmente Rocker, Beth parece se orgulhar de seus vicios e defeitos no maior estilo Tom Waits, Lou Reed tipo cuidadinho com voz e essas frescuras canto, grito me expresso.

Beth Hart foi durante um tempo figurinha carimbada em programas de Talentos (antes da moda American Idol) Lançado seu primeiro disco em 1993 " Beth Hart & The Ocean of Souls com destaque para "Am I the One" e uma versão inusitada de "Lucy in the Sky with Diamonds". Em 1996 lança o disco "Immortal" com destaques para a faixa título e uma nova versão de "Am I the One" e uma de minhas preferidas apesar de bem lado "B" "Spiders on my Bed..

Sucesso e reconhecimento é bom...então em 1999 é lançado "Screamin' for my Supper" com o seu "Hit?"  L.A.Song (Out of This Town) que foi tema de um episódio da 10ª temporada do seriado “Beverly Hills 90210”. Em 2003 Beth lança o disco "Leave the Light On" (putz será que ela tem medo do escuro ???) E por aí começa a se notar o seu carisma e prestigio entre outros artistas grava com o Deep Purple a música "Haunted" presente no disco "Bananas" depois trabalharia com um time de "gente grande" entre eles Slash e Joe Bonamassa.

Em 2005 é lançado o CD/DVD Live at Paradiso um disco excelente que mostra toda a sensibilidade e porralouquice de Beth que canta maravilhosamente ao piano em um estilo que lembra uma Amy ( desculpe pela controvérsia pois o certo se4ri o contrário Amy lembrar Beth pois ela veio primeiro e trabalhava a muito mais tempo...), as vezes Alanis e do nada já viaja no maior estilo Cassia Eller/ Iggy Pop, desce do palco senta com a galera e termina o show com uma versão incendiária de "Wholle Lotta Love" e ainda nos extras traz um " I' don't need no Doctor" já com um cigarro na mão, olhar perdido...e muita energia.

Em 2007 é lançado o disco "37 days" em 2010 "My California" que conta com participação de Slash na música "Sister Heroin" , no início de 2011 Beth aprende o caminho para o Brasil e faz diversos shows, se apresenta no programa de Ronnie Von, canta com Biquini Cavadão e promete......"EU VOLTAREI.....!!".

Em setembro de 2011 é lançado o incrível disco "Don't Explain" de Beth Hart com Joe Bonamassa com interpretações de clássicos do Jazz/Blues/Rock. Esse álbum a bota chama a atenção e faz quem não conhece, nunca ouviu falar ou simplesmente orfãos de alguma "pseudodiva" da música universal se ligar no seu som......Chega de Blah Blah Blah...e simbora curtir o som da Beth .....




Beth Hart Cantando Lucy in the Sky with Diamonds no Programa Star Search em 1993.

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L.A.Song na versão do Live at Paradiso.

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Discografia :

Beth Hart & The Oceans of Souls



Beth Hart Band - Immortal
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Beth Hart - Screamin' for my Supper
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Beth Hart - Leave the Light On
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Beth Hart - 37 Days
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Beth Hart - My California
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Beth Hart & Joe Bonamassa - Don't Explain
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Bixo "dà" Seda .....Quero voar com Você !!




O Bixo da Seda é sem dúvida uma das bandas mais importantes do Rock Gaúcho, mesmo tendo lançado apenas um disco e durando pouco mais de 3 anos ela é sempre lembrada entre os grandes do Rock Brasileiro juntamente com Made in Brazil e Casa das Máquinas.

O Bixo da Seda surgiu como uma "continuação" do grupo Liverpool que já tinha sua carreira desde 1967 então em 1967 após algumas mudanças  na formação se estabilizam com Fughetti Luz (Voz),Mimi Lessa (Guitarras), Marcos lessa (baixo), Renato Ladeira (teclados) e Edson Espíndola (Bateria).

O Som do Bixo da Seda era um pouco mais pesado que o Liverpool que vinha com a cara dos anos 60 bem arrumadinhos coisa e tal enquanto o Bixo não não já era mais Hippie e principalmente centrado na figura de Fughetti um Frontman incrível além de super competente poeta e letrista.

Em 1976 O Bixo da Seda lança seu primeiro disco chamado "Estação Elétrica" ou simplesmente Bixo da Seda. Após um certo tempo o Bixo começou a se dividir e boa parte da banda foi trabalhar com a banda As Frenéticas e posteriormente Erasmo Carlos. Enquanto Fughetti lançou 2 discos e os demais com projetos musicais particulares.

Em 1996 se reúnem para alguns shows incluindo o festival "Heróis do Rock" onde se apresentam com Made in Brazil e Tutti Frutti, posteriormente fazem alguns shows com outras formações.

Yes e Stones se cruzam nos Pampas e nasce o Bixo da Seda um legítimo rpresentado do poder de fogo do verdadeiro Rock Brasileiro.







Estação Elétrica - Bicho da Seda (1976) - Download






terça-feira, 27 de setembro de 2011

Você não tem Escolha ....Junte se a nós ....Seu BOLHA !!!



Anarquia e Liberdade músical é como costumo definir a Patife Band, banda que surgiu no inicio dos anos 80 e materializava as viagens de Paulo Barnabé músico já bastante experiente que tinha trabalhado com Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé entre outros.  A principio a banda era formada por Paulo Barnabé (voz), André Fonseca (guitarra e voz), Sidney Giovenazzi (baixo e voz) e James Müller (bateria), que tocou até 1984 quando foi substituído por Cidão Trindade.

A Patife Band é um dos expoentes do movimento que ficou conhecido como " Vanguarda Paulistana " que basicamente eram artistas independentes com projetos artisticos totalmente experimentais e que tinha como berço o lendário teatro Lira Paulistana.

Em 1985 a banda lança seu primeiro disco , um mini LP apenas com o nome da banda, em 1986 participam da trilha sonora do filme cidade Oculta de Chico Botelho e em 1987 lançam um dos mais influentes discos da música brasileira "Corredor Polonês" ( É sim senhora dona Maria ...ouve ele e depois me diz..se não ouviu um pedacinho dele aqui outro acolá...) , talvez ignorância minha mas o som do corredor e todo trabalho da Patife band me arremete em uma versão brasileira de Frank Zappa em nada especificamente mas pelas viagens do Punk ao Jazz, elementos do interior do norte do Paraná, o experimentalismo. A cabeça super antenada de Paulo "Patife" Barnabé conseguiu sintonizar tudo e materializar na Patife Band.

Após um longo hiato a banda retornou aos palcos em 2003 no Festival Demo Sul em Lodrina contando com Paulo Barnabé (voz), André Fonseca (guitarra e voz), Maurício Biazzi (baixo) e  o super talentoso Edu Batistella (bateria) de onde saiu o CD Ao Vivo em Londrina, na verdade por discordancia entre as partes esse registro acabou sendo engavetado e rolam pouquíssimas cópias por aí (até o momento). Em entrevista recente Paulo Barnabé disse que esse disco já passou e se concentra em lançar material inédito porém a indústria está muito ocupada buscando as bandas do verão.. e a qualidade do trabalho...fica pra depois..





Tô Tenso - Patife Band & Itamar Assumpção




Pregador Maldito - Patife Band (2006)





Big Stomach - Patife Band







Patife Band - Patife Band (1985) - Download



Corredor Polonês - Patife Band (1987) - Download




Ao Vivo no Festival DemoSul em Londrina - Patife Band (2003) - Download






segunda-feira, 11 de abril de 2011

Lucinda Williams - Muito Bacana pra se Esquecer !



Quando mais jovem um pouco tinha o quarto cheio de posters, Led Zeppelin, Ozzy, Nirvana, Green Day, Alice Cooper, Sex Pistols....Até que um dia me perguntei : " Só tem foto de Homem aqui Pô???" rss...Começa então a busca incessante por bandas de Rock femininas ou pelo menos mulher cantando. Na antiga "Footloose Discos" em Londrina encontro as Girlschool e Hole, mas as primeiras que realmente me encantaram foram Joan Jet e Suzi Quatro (incríveis) e apesar de um pouco distante do Rock'n'Roll ...Madonna....ahhh Madonna!!! Mas  nenhuma delas me fez dizer PUTA QUE O PARIU!!!! Até conhecer Lucinda Williams.

Em uma fase mais calma bem distante de ser aquele moleque barulhento encontra uma citação vinda de Marcelo Nova em seu programa  Bota pra F* que mostrava um clip de uma mulher com chapéu cantando com uma voz preguiçosa porém estimulante, era algo que se perdia entre Johnny Cash, Tom Waits e Chrissie Hynde.

"Car Wheels on the Gravel World" me fascinou...um disco perfeito que me apresentou definitivamente a Lucinda, namorando com a Country music porém enraizada no Blues a sonoridade de Lucinda é marcante e sua "experiência" faz soar diferente dessas menininhas da rádio......Lucinda está mais para aquela fase: Você não quer?...Então vá a Merda...Eu me viro!! Como na Música "Joy" ( Você  tirou minha alegria  e agora quer voltar....Agora não te quero mais, Só quero minha Alegria de Volta) ou "Right in Time" ( O jeito que você meche ..na hora Certa"...ou ainda uma doce fúria como em "Positively 4th Street" ( Sim eu queria uma só vez que você estivesse em meu lugar ...Pra saber que merda é ver você).

Lucinda lançou seu primeiro disco "Ramblin'" em 1978 um disco calcado no Blues com versões de "Ramblin' on my Mind", "Stop Breakdown" "Jambalaya" e "Malted Milk"  entre outrase em 1980 o disco "Happy Woman Blues" que já é um disco autoral e mostra o potencial de compositora de Lucinda porém nenhum  dos dois discos tiveram grande repercussão ela então dá um tempo e volta em 1988 com um disco com o surpreendente nome de ................LUCINDA WILLIAMS  rss, no álbum que leva apenas seu nome Lucinda começa a ter reconhecimento e fãs ao naipe de Tom Petty.

Em 1992 lança o disco "Sweet Old World" com temas um pouco pesados como morte e suicídio.....mas essas coisas fazem parte da vida e não podem ser ignoradas, ainda em 1992 Lucinda teve sua música " Passionate Kisses" gravada por Mary Chapin Carpenter e como reconhecimento começam a vir os prêmios ...em 1994 ela ganha o Grammy de melhor música Country e começa a ser convidada a participar de discos de vários artistas como Steve Earle e posteriormente muitos outros.

Enfim "Car Wheels on the Gravel Road" é lançado em 1998 e como pontapé inicial " Still I' Long For Your Kiss" tema do filme O Encantador de Cavalos o álbum rendeu disco de ouro, um grammy de Disco Folk Contemporâneo e turnê acompanhando Bob Dylan..(é pouco ou quer mais???).

Na mesma esteira de sucesso vem o álbum Essence um disco mais "econômico" porém transporta Lucinda de cantora Country para .."Cantora Alternativa" ( Esses rótulos são um saco...pra mim existe apenas música boa e música ruim...rss) e ganha o Grammy de Melhor Performance Vocal Rock Feminino com a música "Get Right with God". Em 2003 é lançado "World Without Tears" um disco mais calcado no Blues ..principalmente no que se refere aos temas .

Em 2005 é lançado "Live at Filmore" e mantendo a média de qualidade, vendas e prêmios Lucinda lança em 2007 o álbum "West" , 2008 Little Honey e recentemente já nesse ano (2011) o abençoado álbum "Blessed" que eu to curtindo muito.   Seguinte...falar da Lucinda é foda...ouvi aí vira fã e boa....!!!!!!



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Discografia:



Ramblin' - Lucinda Williams




Happy Woman Blues - Lucinda Williams




Lucinda Williams - Lucinda Williams




Sweet Old World - Lucinda Williams




Car Wheels on the Gravel World - Lucinda Williams




Essence - Lucinda Williams





World Without a Tears - Lucinda Williams





Live at Filmore - Lucinda Willians








Little Honey - Lucinda Williams





Blessed - Lucinda Williams



















sexta-feira, 8 de abril de 2011

Blindagem - Perdi me na Vida ...Achei me no Sonho...!!




A Banda Blindagem foi a mais importante representante do Rock Paranaense no cenário Brasileiro. A banda era formada a princípio por Paulo Juk (baixo), Amauri Stochero (guitarra e vocal), Alberto Rodriguez (guitarra), Mário Júnior (bateria).

Após o fim da lendária banda "A Chave" Ivo Rodrigues se junta ao Blindagem, Ivo que era parceiro e amigo de Paulo Leminski dá se então inicio a carreira de sucesso (discreto) da banda Blindagem.

Foi em 1981 que a banda lançou seu primeiro LP, Blindagem, No mesmo ano foi lançado, também pela Continental, um compacto com as músicas Marinheiro e Oração de um Suicida. Mais dois compactos da banda vieram em 1983, pela Gravadora Pointer, trazendo as músicas Malandrinha e Me Provoque pra Ver. O outro compacto foi Operário Padrão, desta vez pela Gravadora Polygram, lançado em 1985. Em 1987, veio o disco Cara x Coroa, lançamento independente, reeditado para CD em 1998 pela MNF Brazil.

Em 1990, o LP Blindagem é reeditado com a música Verdura, de Paulo Leminski, e Se Houver Céu, também de Leminski e com sua própria voz. O disco ganhou uma versão em CD em 1999, lançado pela Gravadora Warner/WEA. Aliás, o poeta curitibano tem importância fundamental na história da banda, que gravou nada menos que 11 músicas feitas em parceria com Leminski. Produzido de forma independente, através da Lei de Incentivo à Cultura, em 1997 a banda lança o CD Dias Incertos que traz a polêmica faixa título " As vezes ando tão ....fudido....!!!!".

Após uma coletânea de grandes sucessos Ivo & Cia lançam um Acústico Ao Vivo junto com a Orquestra Sinfônica do Paraná em 2008.


Em 2010 a banda se preparava para alçar novos vôos ....mas são surpreendidos com a  morte de Ivo vítima de Leucemia. Ivo se submeteu a um transplante de fígado, em junho de 2009, e nos últimos tempos lutava contra a leucemia. O cantor era torcedor apaixonado do Coritiba. Ivo tinha 61 anos e deixou esposa e dois filhos.O músico, que era natural de Porto Alegre, foi para Curitiba com a família aos três anos de idade.
Incentivado pelo pai começou a participar de programas de auditório em rádios de Curitiba, como a extinta Rádio Guairacá; também foi cantor mirim da Rádio Clube Paranaense e estudou no Instituto Adventista Paranaense, onde cantou música gospel durante os cultos.Em 1966, foi premiado em programa da TV Paranaense com o troféu Barra Limpa, como melhor cantor e melhor conjunto do Sul do Brasil. Em 1969, Ivo excursionou pelo País junto com a cantora Rita Lee, pela banda A Chave. Com o fim de A Chave, Ivo foi convidado para ser o vocalista do Blindagem. "Ele deixou um grande legado e pra gente fica um vazio, mas permanece a poesia", disse o parceiro e baixista da banda, Paulo Juk.
Uma das últimas apresentações da banda Blindagem com Ivo foi no festival Psicodália na virada de 2009/2010 ao lado dos Mutantes e Terreno Baldio.

Porém a vida continua então a banda convocou o vocalista Rodriggo Vivazs dando assim continuidade ao trabalho de Ivo e Leminski.


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Discografia:




Blindagem - Blindagem




Cara & Coroa - Blindagem




Dias Incertos - Blindagem




Greatest Hits - Blindagem




Rock em Concerto com Orquestra Sinfônica do Paraná - Blindagem
CD - DVD (Torrent)



Ao Vivo no Teatro Paiol (Bootleg)

Ao Vivo em São Paulo 1985 (Bootleg)

Cara & Coroa Sessions 1987 (Bootleg)






domingo, 27 de março de 2011

O Adeus de Lula Côrtes !!!






   Voltando a ativa ....após um período sem atualizar o blog devido a "Tempestades Pessoais", na tarde de 26 de março me deparo com uma notícia vindo de um amigo "Adeus Lula Côrtes" então me lembro da tal morte que tem levado pessoas de certa forma muito queridas nos últimos tempos. Me lembro então de quando conheci o trabalho de Lula Côrtes em 1996/1997 quando em uma revista que tratava do Rock Nacional citava o disco "Paêbiru" de Lula Côrtes e Zé Ramalho a principio não me despertou interesse ao jovem pseudo-punk, mas quase 15 anos depois em meio de 2010 dois amigos me apresentam Lula Côrtes e Má Companhia e ouço ele tocando "Rock do Segurança" de Gilberto Gil e dessa vez sim me seduziu e me fez ouvir novamente "Paêbiru" e dessa vez ouvir direito e me apaixonar pelo trabalho de Lula.

Valeu César ...Valeu Marcelo Prata ....e acima de tudo VALEU LULA por tudo o que fez, não só pela música mas pela cultura geral Brasileira.

 Luiz Augusto Martins Côrtes , mais conhecido como Lula Côrtes foi um cantor, compositor e poeta...enfim, um Multiartista Brasileiro.
   Lula foi um vanguardista ao fundir ritmos regionais nordestinos, linhas de nagô e experimentalismo com o rock and roll.

   Quando aconteceu a 1ª Feira Experimental de Música de Nova Jerusalém em novembro de 1972,Lailson conheceu Lula Côrtes e se tornaram amigos imediatamente, muito pelo fato de serem ambos músicos e artistas plásticos. Lula tinha acabado de voltar do Marrocos e trouxera uma cítara popular marroquina, ou tricórdio com escala mixolídium. Começaram a tocar juntos, criando temas e improvisando sobre eles e gravaram tudo num gravador de rolo. Lailson na viola de 12 cordas e Lula no tricórdio.Desse projeto foi "curtido" no início de 1973 o LP Satwa, primeiro disco independente da música brasileira moderna, com a participação do músico que depois ficaria consagrado,Robertinho de Recife. O álbum chegou a ser relançado na década de 2000 nos Estados Unidos pela gravadora Time-Lag Records.

   Em 1975, lança o raro e cultuado álbum Paêbirú em dupla com Zé Ramalho. Quase todas as cópias deste foram destruídas em uma inundação, tornando-o muito difícil de ser encontrado.Segundo o próprio Lula Côrtes, durante uma entrevista concedida a Marcelo Prata em 2007, salvaram-se apenas 300 cópias, que ele mesmo levou para sua casa antes da tragédia. O álbum foi relançado (vinil) em 2005 pela gravadora alemã Shadoks Music e em 2008 na Inglaterra pelo selo Mr. Bongo.
   Ainda em 1974 fez parte da banda de Alceu Valença, no ábum "Molhado de Suor" que saiu pela gravadora Som Livre.
   Na Rozenblit novamente,foi produtor da obra musical "No sub-reino dos metazoários" do Marconi Notaro, nosso Lula Côrtes além de ser o artista produtor da belíssima capa e do disco em geral, ainda tocou tricórdio,buzio e gerou efeitos especiais neste exótico disco psicodélico.Em 1976 vem outro trabalho,desta vez com o Flaviola e o bando do sol, sendo ele músico e produtor novamente do disco e da capa. 
   
   Gravou alguns álbuns solo pela gravadora que nunca foram lançados, A mística do dinheiro ainda inédito e o Rosa de Sangue, que em 2009 foi finalmente lançado em formato CD e LP pela gravadora estadunidense Time-Lag Records (Time-Lag 041).Ele participou do 1ª Cantoria da Música Nordestina, festival que ocorreu durante os dias 28-29 e 30 de abril de 1978, no Teatro do Parque em Recife-Pe, defendendo com Dom Tronxo e Rodolfo Aureliano a música Reboliço. 

   Em 1981 finalmente teve um álbum solo lançado, chamado "O Gosto Novo da Vida", pela gravadora Ariola.um trabalho fenomenal, que contou com a participação dentre outros, do Israel Semente,na bateria e do Ivinho na guitarra, ambos Ex-Ave Sangria. Posteriormente vem o Lula Côrtes & Jarbas Mariz - Bom Shankar Bolenath.(Continental-1988) Que para seus realizadores é um trabalho exclusivamente instrumental e guarda o intuito de acordar e realizar o significado da expressão "Bom Shankar Bolenath", pois consideram importante relembrarmos uns aos outros que somos divinos.Esse propósito é o motivo central deste disco consagrado no sentido de alcançar o sagrado através da nossa música mais original.O LP tem a participação especial de: Paulo Ricardo (RPM), Alberto Marsicano, e Oswaldinho do Acordeon.


   Nos anos 90, Lula conheceu a banda do guitarrista Xandinho, ‘Má Companhia’, que tocava covers de clássicos do rock setentista, e juntos lançaram um disco em 1995. Em 1997 produziram "A Vida Não é Sopa", gravado ao vivo e lançado com prensagem limitadíssima bem depois. Fica ai o resultado da união de grandes expoentes do rock pernambucano, Xandinho com a banda ‘Má Companhia’ e Lula Côrtes, dono de uma discografia cheia de álbuns antológicos.

   Ultimamente estava empenhado na gravação do disco Tarja preta.Um cd triplo o qual define como " um tratado sociológico sobre atual siuação da juventude", divido em três comprimidos( discos) a base da substância ativa Lula Côrtex

   Côrtes também não deixou de fazer algumas colaborações com Zé Ramalho em outros álbuns, incluindo o disco de estreia do cantor de 1978 onde Lula toca tricórdio nas canções Voa voa e Noite preta, o De gosto de água de amigos, lançado em 1985 o qual a música título do disco é de sua autoria e o Cidades e lendas de 1996.

Além disso tudo ainda publicou livros de poesia:
-O Lobo e a Lagoa, Editora Bagaço.
Edição artística limitada. Song book, capa dura.
Trata-se de um conto de fadas para adultos, narrado pelo próprio Lula Côrtes em CD com efeitos especiais.
Ilustração do artista, e arte gráfica e programação visual de Patrícia Lima.
-Bom era meu irmão.Ele morreu,eu não.
-Livro das transformações
e outros...
   Nas artes plásticas era um gênio, produziu uma acervo de obras renomáveis, Sexo das plantas foi uma das mais conhecidas séries de quadros por ele desenvolvidas.
   No ano passado, Lula Côrtes expôs uma coleção de 35 pinturas que retratavam o patrimônio histórico da cidade de Jaboatão dos Guararapes. A mostra, intitulada “Fragmentos do Jaboatão dos Guararapes”, era baseada nas suas andanças por diversos locais do município, e retratava a vida, o cotidiano, o patrimônio material e imaterial na cidade em que morava.

Lula nos deixou  em 26 de março de 2011 vítima de um câncer que teve origem na garganta trabalhou e manteve-se ativo até seus últimos dias como em toda a sua carreira "nadando contra a corrente" visto que o nome de Lula nunca esteve nos holofotes apesar de ser um gênio de grandeza incalculável no Cemitério da Muribeca, situado em Jaboatão.

Agradecimento especial ao amigo Marcelo  por ter me apresentado o trabalho do Lula e por boa parte do texto  acima que pode ser conferido na íntegra em : http://ounaoounao.blogspot.com/2011/03/luto-faleceu-o-multiartista-lula-cortes.html








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Vou Danado pra Catende - Zé Ramalho, Alceu Valença e Lula Côrtes





Versos Perversos - Lula Côrtes & Má Compania





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Garoto de Aluguel - Lula Côrtes & Má Compania




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Bate papo com Marcelo Prata Lula Fala sobre " A Arte pela Arte"


Discografia:





Satwa - Lula Côrtes e Laílson - 1973




Paêbiru - Lula Côrtes e Zé Ramalho - 1975



Rosa de Sangue - Lula Côrtes (1980)



O Gosto Novo da Vida - Lula Côrtes (1981)



Bom Shankar Bolenajh - Lula Côrtes e Jarbas maris - 1988



Lula Côrtes & Má Compania - Lula Côrtes & Má Compania - 1995



AVida não é Sopa - Lula Côrtes & Má Compania